RUINAS FORAM DESTRUIDAS PELA NATUREZA.

O fortim da Barra do Cunhaú foi construído por marinheiros de Dunquerque, quando estiveram no local devido a um encalhe da sua embarcação. Na época, possivelmente meados do séculos XVI, era comum a presença de franceses no litoral do Rio Grande do Norte. No local, foram obrigados a se demorarem por um pouco mais de tempo, esperando ajuda. O forte possuía 10 canhões de balas de 5 libras e 2 arcabuzes de forquilha num fosso circundado de paliçada. Era um reduto quadrangular e duplo, com muralhas que chegavam a três metros de altura e ficava na encosta de uma elevação. Serviu de defesa para o Engenho Cunhaú, que ficava a pelo menos 18 quilômetros de distância.
Em uma Segunda tentativa os holandeses se organizaram melhor. O conselheiro Stachouwer deixou o Forte Coulen e se dirigiu pelo mar em direção a Barra do Cunhaú. Já o Coronel Cristóforos Arciszewski, partiu por terra com 220 soldados e 50 índios. O forte foi atacado de surpresa durante a noite de 21 para 22 de outubro.
Mesmo com o alerta dos cães, os holandeses aproveitaram a escuridão de Sábado, último dia de lua minguante, e fizeram uma ofensiva, rápida e violenta, tomando o forte. A lua foi muito violenta e cruel.

Na defesa contra os invasores holandeses, o fortim foi atacado no começo de abril de 1634, mas a guarnição reagiu eficazmente, abordando a tentativa dos invasores. Na ocasião alguns moradores foram degolados. A guarnição, que estava sob o comando do Capitão Álvaro Fragoso de Albuquerque e se compunha de 27 homens, se dirigiu ao local para ajustar as contas com o inimigo, que debandou.
Os holandeses já haviam se estabelecido em Natal desde dezembro de 1633, dominavam a Fortaleza do Santos Reis (Forte do Reis Magos) e tentavam tomar o Engenho Cunhaú.


Saindo com tudo de valor que conseguiram levar, a embarcação holandesa naufragou na saída da Barra. Tudo que restou do Fortim da Barra, o tempo apagou. Nem sua localização exata é possível afirma com precisão.
Resta apenas uma lembrança distante da crueldade da luta e das riquezas saqueadas, que virou lenda no imaginário do povo.
Francisco Alves Galvão Neto.




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